"Um dia tudo isso fará sentido. Então agora, ria da confusão, sorria através das lágrimas e continue lembrando que tudo acontece por alguma razão."
"E mesmo doendo um pouco, estávamos torcendo um pelo outro."
"A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis, é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós, é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos azuis, como se estivesse em câmera lenta. O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir."
"E sei que não mereço seu perdão, mas preciso dele."
"Invente uma história, me diz qualquer coisa, mas fala comigo. Gosto de ouvir tua voz"
"É saudade. É vontade de voltar no tempo e viver tudo outra vez."
"Me afastei. Não fui embora, não disse adeus, só me afastei. Me afastei pensando na possibilidade desse sentimento que surgiu em mim, diminuir, ou até mesmo desaparecer. É uma coisa lógica, porém quase impossível. Ás vezes, quando nos afastamos de quem amamos, somos capazes de amá-las cada vez mais."
"Tenho pena de quem me conheceu depois de você, assim, desacreditado. Dá vontade de falar “desculpa, é que já passou alguém por aqui e levou tudo”."
"Se eu conseguisse falar as mil palavras que o teu beijo me sussurra, então eu não precisaria mais escrever. O teu olho também fala baixinho umas coisas de quem já se apaixonou sem volta, mas é o teu beijo que confessa as loucuras, manda com carinho, mas pede com urgência. É quase um norte que me desnorteia. Sem o romantismo, sem a parte do eu-falo-isso-porque-te-amo, vamos falar de carne: se não te amasse antes, te amaria por um simples beijo. Porque teu beijo vale uma história de amor, e me desculpa, é que ele sempre ultrapassa a carne. É, ele é desses. Mas sem o beijo, meu bem, “não tem amor, não tem o resto, não tem nada”. Sem o teu lábio tocando leve e fugindo do meu, não teria o resto. Teu beijo vem e me descobre sem pedir permissão, porque ele também é desses que gosta de descobrir. Como eu te digo que não quero tudo o que quero? Como não querer quando você muda os jogos num segundo? Você não tem calma, sabe atropelar com gosto, com um gosto que me ganha exatamente na medida. Ele vai e daqui a pouco volta, é como bem quer, porque ele, o teu beijo, manda em si e até em ti; não me sobra alternativa. Vou concordar com as tuas filosofias quase bêbadas de madrugada: beijar é uma arte. Eu já posso trocar essa escrita enrolada por todos os teus beijos? Aquele jeito quentinho de me ganhar e me levar já é tão óbvio, tão escrito pelos quatro cantos, e mesmo assim teu beijo te retrata como um só: quer sempre mais. Então, para nós, entre o teu beijo e o teu suspiro, sempre mais e além. Entre o teu jeito de mandar e o meu juízo de obedecer, mais. Sempre um pouco mais de você aqui perto, dizendo sem dizer, mandando porque não é de pedir, calando porque a gente se entende do jeito que você quiser. O teu beijo apaga os outros e me coloca em qualquer caminho, me lembra algum sabor que sempre faltou. O ingrediente que fica em segredo. Procure entender: teu beijo não é o arrepio de qualquer outro, é o calor que cura toda a minha frieza."
"A gente se afasta porque precisa e só volta porque ama."